História
A atual freguesia de Arroios resulta da agregação das antigas freguesias dos Anjos, Pena e São Jorge de Arroios. O território desenvolveu-se num vale que desce do Areeiro em direção à Baixa, uma passagem natural que condicionou a circulação e o crescimento urbano. Antes da avenida, a ligação entre a periferia então rural e o centro fazia-se por vias como a Rua da Palma, a Rua Direita dos Anjos e a Rua Direita de Arroios.
A água ajudou a explicar a ocupação inicial: os cursos de água e a fertilidade dos terrenos favoreceram a agricultura e a fixação de população. A Igreja dos Anjos, a paróquia criada em 1563, e o Convento de Santana, fundado no século XVI, estiveram entre os primeiros polos deste povoamento. Depois do terramoto de 1755, a zona acolheu população deslocada do centro, incluindo em habitações precárias entre a Bemposta e Arroios. Palácios, conventos e, mais tarde, equipamentos de saúde reforçaram o seu peso urbano e assistencial.
A expansão iniciada no final do século XIX mudou a escala do lugar. O eixo chamou-se Avenida dos Anjos, depois Avenida Rainha Dona Amélia e, desde 1910, Avenida Almirante Reis, em homenagem a Cândido dos Reis. A sua abertura urbanizou antigas quintas e terrenos rurais, de onde surgiram bairros como Andrade, Inglaterra, Açores e o histórico Bairro das Colónias, hoje Bairro das Novas Nações. As ruas revelam essas escolhas temáticas; a presença de comunidades de diferentes origens continua a acrescentar novas camadas ao quotidiano da freguesia.