História
Há vestígios de ocupação humana no atual território de Campolide desde a Pré-História. Mais tarde, esta era uma paisagem de quintas, vinhas, olivais, pedreiras e terrenos ligados a ordens religiosas ou famílias nobres; a extração de pedra está documentada desde o século XV. A interpretação etimológica de David Lopes associa o nome a “campo de Olide”, sendo Olide um nome de origem árabe. As referências medievais a Campoliti, Campolidi e às vinhas de Campolide dizem respeito, porém, a um território mais amplo do que a atual freguesia.
No século XVIII, o Aqueduto das Águas Livres alterou a escala do lugar. A obra trouxe trabalhadores, ajudou a consolidar a ocupação da Encosta de Campolide e deixou memória na Calçada dos Mestres. Em meados desse século, distinguiam-se Campolide de Baixo e Campolide de Cima, enquanto o povoamento também avançava ao longo do caminho que corresponde à atual Rua de Campolide.
O vale era então atravessado a céu aberto pela Ribeira de Alcântara. Ao longo do século XX, a sua cobertura e canalização transformaram radicalmente esta geografia; a água passou a correr sob a Avenida de Ceuta e outras infraestruturas. Os bairros de casas económicas do Alto da Serafina e da Calçada dos Mestres começaram a ser construídos na década de 1940, no mesmo período em que o Viaduto Duarte Pacheco, os aterros da Avenida de Ceuta e outras obras redesenhavam o vale.
A freguesia civil foi criada em 1959. Campolide manteve também uma presença própria no 25 de Abril: Caçadores 5, instalado na zona, foi uma das unidades que saiu na madrugada de 1974, e a freguesia promoveu comemorações de rua no primeiro aniversário da revolução. Hoje, os caminhos do Jardim de Campolide, da Quinta do Zé Pinto e do Corredor Verde de Monsanto voltam a aproximar a malha urbana das encostas e do vale.