História
Há referências à passagem de vias romanas junto ao rio Trancão. Durante séculos, o território reuniu quintas, casas de campo, espaços rurais e instalações militares; D. Pedro II determinou a aquisição da Quinta de Beirolas para defesa de Lisboa e armazenamento de pólvora. No século XX, a frente oriental ganhou uma ocupação industrial, portuária e logística intensa, com fábrica de gás, matadouro, instalações de material de guerra, refinaria, depósitos petrolíferos, estação de tratamento e aterro sanitário. A Doca dos Olivais esteve ligada à utilização de hidroaviões.
Antes da Expo’98, a degradação ambiental e o acesso limitado ao rio marcavam a zona. A operação urbana associada à exposição reabilitou aproximadamente 340 hectares e cerca de cinco quilómetros de frente ribeirinha, incluindo descontaminação de solos, selagem do Aterro de Beirolas e despoluição do rio Trancão. Com o tema “Os Oceanos: Um Património para o Futuro”, a Expo’98 decorreu durante 132 dias, entre 22 de maio e 30 de setembro de 1998. Parte das estruturas era temporária, mas vários edifícios foram pensados ou adaptados para continuar: o Pavilhão dos Oceanos tornou-se o Oceanário de Lisboa, o Pavilhão do Conhecimento dos Mares deu origem ao Pavilhão do Conhecimento e o Pavilhão da Utopia foi adaptado a uma grande sala de espetáculos e eventos. A freguesia atual, mais recente do que o bairro e a operação urbana, foi criada em 2012. Hoje, percorrer a Alameda dos Oceanos ou o Passeio do Tejo é encontrar uma frente ribeirinha onde habitação, equipamentos, jardins e memória industrial convivem.