LISBOA PARA DESCOBRIR · 19 / 24

Penha de França

Na freguesia da Penha de França, correr é acompanhar o relevo: subir pela colina, descer em direcção à zona oriental e perceber como cada mudança de cota altera a cidade à volta. Entre eixos residenciais, antigas marcas industriais, pátios e espaços verdes, esta é uma freguesia feita de ligações — da Penha ao Alto de São João e a Xabregas.

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História

Antes da expansão de Lisboa, este território era composto por quintas, hortas, caminhos e pequenos núcleos habitacionais. Em 1598 foi construída uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Penha de França, que se tornou local de peregrinação e deu origem a um conjunto religioso ampliado a partir de 1604. O templo inaugurado por volta de 1625 foi remodelado em 1754, mas a igreja e o convento ruíram no Terramoto de 1755. A reconstrução, dirigida por Aires da Cunha, ficou concluída no final do século XVIII. A industrialização da zona oriental, sobretudo a partir da segunda metade do século XIX, trouxe novos moradores, pátios e vilas operárias. A freguesia civil foi criada em 1918; desde a reorganização administrativa de 2012, reúne os antigos territórios de São João e Penha de França, com a colina, o Alto de São João e Xabregas na mesma geografia administrativa.

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Pontos de referência

  1. 01Igreja e antigo Convento de Nossa Senhora da Penha de França
  2. 02Largo da Penha de França
  3. 03Rua da Penha de França
  4. 04Rua Morais Soares
  5. 05Praça Paiva Couceiro
  6. 06Mercado de Sapadores
  7. 07Rua Barão de Sabrosa
  8. 08Jardim do Caracol da Penha
  9. 09Parada do Alto de São João
  10. 10Cemitério do Alto de São João
  11. 11Museu Nacional do Azulejo
  12. 12Igreja da Madre de Deus
  13. 13Xabregas
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Sugestões para explorar

  • Subir ao Largo da Penha de França e observar como a altitude muda a relação com a cidade.
  • Procurar, no exterior do conjunto religioso, sinais das suas várias fases de construção e reconstrução.
  • Percorrer a Rua Morais Soares imaginando o antigo troço da Estrada de Circunvalação que lhe deu origem.
  • Reparar nos pátios, vilas e logradouros que recordam a ocupação operária da zona.
  • Atravessar o Jardim do Caracol da Penha, atento à forma como o espaço trabalha o desnível.
  • Passar pela Parada do Alto de São João e observar a entrada do Cemitério do Alto de São João.
  • Continuar até Xabregas para sentir a transição entre a colina residencial e a antiga zona industrial oriental.
  • Observar o exterior da Igreja da Madre de Deus e a sua integração no Museu Nacional do Azulejo.
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Fontes editoriais

Conteúdo revisto com base nas fontes indicadas.

  1. Património Cultural — Igreja e antigo Convento de Nossa Senhora da Penha de França ↗
  2. Património Cultural — Igreja da Madre de Deus ↗
  3. Diário da República — Lei n.º 56/2012 ↗
  4. Câmara Municipal de Lisboa — Cemitério do Alto de São João ↗
  5. Câmara Municipal de Lisboa — Jardim do Caracol da Penha ↗
  6. Revelar Lisboa — Rua Morais Soares ↗