História
Antes da expansão urbana, grande parte do território da atual freguesia era formada por quintas, terrenos agrícolas e caminhos rurais, embora já existissem núcleos habitados e atividades locais. Após o terramoto de 1755, a procura de zonas mais afastadas do centro contribuiu para o crescimento desta área.
O nome Avenidas Novas ficou ligado à expansão de Lisboa para norte, no final do século XIX e início do século XX. Frederico Ressano Garcia teve um papel central nesse processo. Formado em engenharia em Paris, durante as grandes reformas urbanas associadas a Georges-Eugène Haussmann, trouxe referências de planeamento, não uma cópia pronta a aplicar. O projecto de 1888, “Avenida das Picoas ao Campo Grande e ruas adjacentes”, prolongava o eixo da Avenida da Liberdade e da Avenida Fontes Pereira de Melo em direcção ao Campo Grande, onde surgiria a futura Avenida da República.
A Câmara Municipal adquiriu terrenos, abriu ruas, dividiu lotes e orientou a urbanização. Avenidas largas, vias paralelas e transversais, quarteirões regulares, rotundas, arborização e redes de água e esgotos deram forma a uma nova estrutura urbana. Os primeiros lotes começaram a ser construídos no início do século XX e, a partir de 1905, os carros eléctricos passaram a servir regularmente a zona.
A atual freguesia nasceu na reorganização administrativa de 2012, reunindo São Sebastião da Pedreira, Nossa Senhora de Fátima e parte de Campolide. Não coincide, porém, com toda a área histórica do projecto das Avenidas Novas.