LISBOA PARA DESCOBRIR · 11 / 24

Campolide

Campolide lê-se em diferentes cotas: encostas habitadas, o Vale de Alcântara, o perfil do Aqueduto das Águas Livres, linhas ferroviárias e grandes eixos rodoviários. Entre a Rua de Campolide, os bairros da Liberdade, da Serafina e da Bela Flor, e as ligações verdes a Monsanto, a freguesia revela uma Lisboa moldada pela água, pela pedra e por obras de grande escala.

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História

Há vestígios de ocupação humana no atual território de Campolide desde a Pré-História. Mais tarde, esta era uma paisagem de quintas, vinhas, olivais, pedreiras e terrenos ligados a ordens religiosas ou famílias nobres; a extração de pedra está documentada desde o século XV. A interpretação etimológica de David Lopes associa o nome a “campo de Olide”, sendo Olide um nome de origem árabe. As referências medievais a Campoliti, Campolidi e às vinhas de Campolide dizem respeito, porém, a um território mais amplo do que a atual freguesia.

No século XVIII, o Aqueduto das Águas Livres alterou a escala do lugar. A obra trouxe trabalhadores, ajudou a consolidar a ocupação da Encosta de Campolide e deixou memória na Calçada dos Mestres. Em meados desse século, distinguiam-se Campolide de Baixo e Campolide de Cima, enquanto o povoamento também avançava ao longo do caminho que corresponde à atual Rua de Campolide.

O vale era então atravessado a céu aberto pela Ribeira de Alcântara. Ao longo do século XX, a sua cobertura e canalização transformaram radicalmente esta geografia; a água passou a correr sob a Avenida de Ceuta e outras infraestruturas. Os bairros de casas económicas do Alto da Serafina e da Calçada dos Mestres começaram a ser construídos na década de 1940, no mesmo período em que o Viaduto Duarte Pacheco, os aterros da Avenida de Ceuta e outras obras redesenhavam o vale.

A freguesia civil foi criada em 1959. Campolide manteve também uma presença própria no 25 de Abril: Caçadores 5, instalado na zona, foi uma das unidades que saiu na madrugada de 1974, e a freguesia promoveu comemorações de rua no primeiro aniversário da revolução. Hoje, os caminhos do Jardim de Campolide, da Quinta do Zé Pinto e do Corredor Verde de Monsanto voltam a aproximar a malha urbana das encostas e do vale.

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Pontos de referência

  1. 01Aqueduto das Águas Livres
  2. 02Arco Grande do Aqueduto
  3. 03Vale de Alcântara
  4. 04Rua de Campolide
  5. 05Calçada dos Mestres
  6. 06Bairro da Liberdade
  7. 07Bairro do Alto da Serafina
  8. 08Estação de Campolide
  9. 09Jardim de Campolide — Jardim Amnistia Internacional
  10. 10Parque Urbano da Quinta do Zé Pinto
  11. 11Corredor Verde de Monsanto
  12. 12Viaduto Duarte Pacheco
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Sugestões para explorar

  • Observar o Aqueduto das Águas Livres a partir do Vale de Alcântara e procurar a escala do Arco Grande.
  • Procurar a Calçada dos Mestres e relacionar o nome com os trabalhos do aqueduto.
  • Percorrer a Rua de Campolide, reparando nas mudanças de cota entre os núcleos da freguesia.
  • Passar entre o Bairro da Liberdade e a Estação de Campolide para observar a proximidade entre a malha residencial e a ferrovia.
  • Conhecer o Jardim de Campolide — Jardim Amnistia Internacional e o seu parque hortícola.
  • Seguir os caminhos pedonais do Parque Urbano da Quinta do Zé Pinto.
  • Observar, a partir do vale, o encontro entre aqueduto, ferrovia, viaduto e vias rodoviárias.
  • Explorar a transição entre as ruas de Campolide e o Corredor Verde de Monsanto.
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Fontes editoriais

Conteúdo revisto com base nas fontes indicadas.

  1. Junta de Freguesia de Campolide — História ↗
  2. Junta de Freguesia de Campolide — Património ↗
  3. Câmara Municipal de Lisboa — Jardim de Campolide ↗
  4. Câmara Municipal de Lisboa — Parque Urbano Quinta do Zé Pinto ↗
  5. Informação Lisboa — Caneiro de Alcântara ↗
  6. Câmara Municipal de Lisboa — Green Corridors ↗