LISBOA PARA DESCOBRIR · 13 / 24

Estrela

A freguesia da Estrela sobe da frente ribeirinha de Santos-o-Velho e Madragoa até às ruas da Lapa, ao Largo da Estrela e aos Prazeres. Entre escadarias, calçadas e mudanças de cota, a cúpula da Basílica, os caminhos do Jardim Guerra Junqueiro e a presença de antigos conventos ajudam a ler uma Lisboa feita de sucessivas camadas.

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História

Antes de ser a atual freguesia, este território juntava zonas de carácter muito distinto: áreas ribeirinhas ligadas aos ofícios do rio, como Santos-o-Velho e Madragoa, e encostas que conservaram durante muito tempo um perfil mais rural. O nome Estrela já existia desde o Convento de Nossa Senhora da Estrela, fundado em 1572; mais tarde, a construção da Basílica, iniciada no final do século XVIII por voto de D. Maria I, alterou profundamente o antigo Casal da Estrela e deu uma nova escala à zona.

Também as Necessidades, São Bento e Prazeres mostram como os antigos espaços religiosos foram sendo transformados. O Palácio das Necessidades e a sua Tapada remontam ao século XVIII; o Mosteiro de São Bento da Saúde passou a receber as Cortes em 1834 e tornou-se sede do Parlamento. Em 1833, a epidemia de cólera levou à criação do Cemitério dos Prazeres, que passou para gestão municipal dois anos depois. O Jardim Guerra Junqueiro, inicialmente Passeio da Estrela, abriu em 1852 com um desenho paisagista de influência inglesa, feito de curvas, lagos, grutas artificiais e coreto.

Na Madragoa, o Convento das Bernardas foi reconstruído após o terramoto de 1755 e conheceu usos tão diversos como habitação, colégio, teatro, cinema, mercearia, armazém e serralharia; hoje acolhe, entre outros espaços, o Museu da Marioneta. A atual freguesia foi criada pela reorganização administrativa estabelecida pela Lei n.º 56/2012, reunindo as antigas freguesias da Lapa, Prazeres e Santos-o-Velho. As suas inclinações continuam a ligar estas histórias: do rio às encostas, dos antigos conventos aos edifícios que lhes deram novas funções.

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Pontos de referência

  1. 01Basílica da Estrela
  2. 02Jardim Guerra Junqueiro — Jardim da Estrela
  3. 03Largo da Estrela
  4. 04Calçada da Estrela
  5. 05Palácio de São Bento — Assembleia da República
  6. 06Cemitério dos Prazeres
  7. 07Tapada das Necessidades
  8. 08Convento das Bernardas
  9. 09Museu da Marioneta
  10. 10Madragoa
  11. 11Santos-o-Velho
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Sugestões para explorar

  • Subir da Madragoa até ao Largo da Estrela e reparar como a mudança de cota muda a leitura das ruas.
  • Contornar a Basílica da Estrela e procurar a cúpula a partir de diferentes pontos da freguesia.
  • Percorrer os caminhos sinuosos do Jardim Guerra Junqueiro e observar os lagos, as grutas artificiais e o coreto.
  • Passar pelo Convento das Bernardas e lembrar as várias funções que o edifício teve depois da extinção das ordens religiosas.
  • Comparar a presença monumental do Palácio de São Bento com os elementos que ainda remetem para a sua origem monástica.
  • Seguir pela Calçada da Estrela em direcção aos Prazeres e procurar a origem religiosa do nome do cemitério.
  • Explorar os caminhos e as estruturas históricas da Tapada das Necessidades.
  • Observar, nas ruas da Madragoa e de Santos-o-Velho, a ligação histórica destes lugares às actividades ribeirinhas.
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Fontes editoriais

Conteúdo revisto com base nas fontes indicadas.

  1. Revista Lisboa ↗
  2. Património Cultural — Basílica da Estrela ↗
  3. Câmara Municipal de Lisboa — Arvoredo, Jardins e Parques Públicos ↗
  4. Câmara Municipal de Lisboa — Cemitério dos Prazeres ↗
  5. Assembleia da República — Visita ↗
  6. Câmara Municipal de Lisboa — Museu da Marioneta ↗
  7. Câmara Municipal de Lisboa — Tapada das Necessidades ↗
  8. Câmara Municipal de Lisboa — Varinas, um símbolo de Lisboa ↗