LISBOA PARA DESCOBRIR · 18 / 24

Parque das Nações

Entre jardins, arquitetura contemporânea e a frente ribeirinha do Tejo, o Parque das Nações revela várias camadas de cidade a cada passada. Esta freguesia, criada em 2012, ocupa um território que foi rural, militar, industrial e portuário antes de receber a Expo’98 e de se tornar também um lugar de habitação e espaço público.

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História

Há referências à passagem de vias romanas junto ao rio Trancão. Durante séculos, o território reuniu quintas, casas de campo, espaços rurais e instalações militares; D. Pedro II determinou a aquisição da Quinta de Beirolas para defesa de Lisboa e armazenamento de pólvora. No século XX, a frente oriental ganhou uma ocupação industrial, portuária e logística intensa, com fábrica de gás, matadouro, instalações de material de guerra, refinaria, depósitos petrolíferos, estação de tratamento e aterro sanitário. A Doca dos Olivais esteve ligada à utilização de hidroaviões.

Antes da Expo’98, a degradação ambiental e o acesso limitado ao rio marcavam a zona. A operação urbana associada à exposição reabilitou aproximadamente 340 hectares e cerca de cinco quilómetros de frente ribeirinha, incluindo descontaminação de solos, selagem do Aterro de Beirolas e despoluição do rio Trancão. Com o tema “Os Oceanos: Um Património para o Futuro”, a Expo’98 decorreu durante 132 dias, entre 22 de maio e 30 de setembro de 1998. Parte das estruturas era temporária, mas vários edifícios foram pensados ou adaptados para continuar: o Pavilhão dos Oceanos tornou-se o Oceanário de Lisboa, o Pavilhão do Conhecimento dos Mares deu origem ao Pavilhão do Conhecimento e o Pavilhão da Utopia foi adaptado a uma grande sala de espetáculos e eventos. A freguesia atual, mais recente do que o bairro e a operação urbana, foi criada em 2012. Hoje, percorrer a Alameda dos Oceanos ou o Passeio do Tejo é encontrar uma frente ribeirinha onde habitação, equipamentos, jardins e memória industrial convivem.

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Pontos de referência

  1. 01Gare do Oriente
  2. 02Pavilhão de Portugal e Praça do Cerimonial
  3. 03Oceanário de Lisboa e Doca dos Olivais
  4. 04Pavilhão do Conhecimento
  5. 05Marina do Parque das Nações
  6. 06Alameda dos Oceanos
  7. 07Jardim das Tágides
  8. 08Passeio do Tejo
  9. 09Parque do Tejo e rio Trancão
  10. 10Ponte Vasco da Gama
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Sugestões para explorar

  • Segue as placas da Avenida do Índico, da Avenida do Mar Vermelho, da Rua do Zambeze e da Rua do Ganges para ler a herança marítima da Expo’98.
  • Passa sob a pala suspensa do Pavilhão de Portugal e observa a relação entre o edifício e a Praça do Cerimonial.
  • Observa o Oceanário de Lisboa sobre a Doca dos Olivais, ligada no passado à utilização de hidroaviões.
  • Junto à Marina do Parque das Nações, repara na transformação de uma antiga zona de descarga de produtos petrolíferos.
  • Continua pelo Passeio do Tejo em direcção ao Parque do Tejo e ao rio Trancão, onde a recuperação ambiental também faz parte da paisagem.
  • Compara os edifícios que permaneceram da Expo’98 com os jardins e espaços públicos construídos na mesma operação urbana.
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Fontes editoriais

Conteúdo revisto com base nas fontes indicadas.

  1. Junta de Freguesia do Parque das Nações — História ↗
  2. Junta de Freguesia do Parque das Nações — O território ↗
  3. Arquivo Municipal de Lisboa — Património para o Futuro: 25 anos da Expo’98 ↗
  4. Arquivo Municipal de Lisboa — Parque das Nações Sul ↗