FREGUESIA 05 / 24

Arroios

Arroios pede atenção entre semáforos, montras, mercados e fachadas. A atual freguesia reúne os territórios das antigas freguesias dos Anjos, Pena e São Jorge de Arroios, num vale que durante muito tempo ligou as zonas mais altas ao centro de Lisboa. O nome guarda a memória dos cursos de água que atravessavam estes terrenos; a cidade, entretanto, foi cobrindo-os de ruas, casas e avenidas. Ao longo da Avenida Almirante Reis, antigas quintas deram lugar a quarteirões de diferentes épocas, hospitais, comércio e bairros com mapas toponímicos próprios. Corra devagar o suficiente para reparar: aqui, uma igreja chegou a mudar de lado para a avenida passar.

Área oficial2,13 km²
O teu estadoDisponível
Distância elegível0,00 km
38°43'N
009°08'W
Limites oficiais das 24 freguesias de Lisboa Mapa vetorial interativo derivado da camada Freguesia da Câmara Municipal de Lisboa. Usa as setas para percorrer as freguesias e Enter para selecionar.

Fonte cartográfica · Câmara Municipal de Lisboa — abre num novo separador · 22.07.2026

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História breve

A atual freguesia de Arroios resulta da agregação das antigas freguesias dos Anjos, Pena e São Jorge de Arroios. O território desenvolveu-se num vale que desce do Areeiro em direção à Baixa, uma passagem natural que condicionou a circulação e o crescimento urbano. Antes da avenida, a ligação entre a periferia então rural e o centro fazia-se por vias como a Rua da Palma, a Rua Direita dos Anjos e a Rua Direita de Arroios. A água ajudou a explicar a ocupação inicial: os cursos de água e a fertilidade dos terrenos favoreceram a agricultura e a fixação de população. A Igreja dos Anjos, a paróquia criada em 1563, e o Convento de Santana, fundado no século XVI, estiveram entre os primeiros polos deste povoamento. Depois do terramoto de 1755, a zona acolheu população deslocada do centro, incluindo em habitações precárias entre a Bemposta e Arroios. Palácios, conventos e, mais tarde, equipamentos de saúde reforçaram o seu peso urbano e assistencial. A expansão iniciada no final do século XIX mudou a escala do lugar. O eixo chamou-se Avenida dos Anjos, depois Avenida Rainha Dona Amélia e, desde 1910, Avenida Almirante Reis, em homenagem a Cândido dos Reis. A sua abertura urbanizou antigas quintas e terrenos rurais, de onde surgiram bairros como Andrade, Inglaterra, Açores e o histórico Bairro das Colónias, hoje Bairro das Novas Nações. As ruas revelam essas escolhas temáticas; a presença de comunidades de diferentes origens continua a acrescentar novas camadas ao quotidiano da freguesia.

Curiosidade

A antiga Igreja dos Anjos ficava no Regueirão dos Anjos, precisamente onde a abertura da então Avenida Rainha Dona Amélia exigia espaço. A solução não foi pôr a igreja sobre rodas — Lisboa não chegou a esse capítulo. O edifício foi demolido em 11 de janeiro de 1908 e reconstruído no lado ocidental da nova avenida. O projeto, do arquiteto José Luís Monteiro, respeitou as proporções do templo e integrou o interior da igreja anterior. A atual Igreja dos Anjos abriu em 11 de março de 1910. A avenida viria a receber, nesse mesmo ano, o nome de Avenida Almirante Reis. Para quem corre, a regra habitual quando uma rua muda de lado é procurar uma passadeira. Aqui, a cidade fez algo mais radical: desmontou uma igreja, preservou elementos e o seu interior, e reconstruiu-a do outro lado do eixo. Ao passar pela igreja, vale a pena olhar para a avenida como uma obra que não alterou apenas o trânsito: reorganizou o próprio cenário urbano.

Pontos de referência

Avenida Almirante Reis — Eixo de expansão urbana que teve os nomes Avenida dos Anjos e Avenida Rainha Dona Amélia antes da designação atual. · Igreja dos Anjos — Reconstruída em 1910 no lado ocidental da avenida, após a demolição da igreja anterior. · Largo do Intendente Pina Manique — O nome popular nasceu da proximidade do palácio de Pina Manique; a designação atual foi formalizada em 1955. · Mercado de Arroios — Inaugurado em 1942, na Rua Ângela Pinto, entre a Praça do Chile e a Alameda Dom Afonso Henriques. · Mercado do Forno do Tijolo — Um dos mercados que integra o quotidiano comercial da freguesia. · Bairro Andrade — Bairro nascido da urbanização de antigas quintas e terrenos rurais junto ao novo eixo. · Bairro de Inglaterra — Conjunto urbano cujas ruas evidenciam uma escolha temática de topónimos. · Bairro das Novas Nações — Designação atual do antigo Bairro das Colónias, instalado na década de 1930 numa área antes conhecida como Charca. · Palácio da Bemposta — Um dos palácios que ajudaram a marcar o crescimento histórico desta zona.

Sugestões para explorar

Percorra a Avenida Almirante Reis e compare a escala dos quarteirões, das ruas laterais e das fachadas ao longo do eixo. · Observe a Igreja dos Anjos e imagine a posição da igreja anterior antes da abertura da avenida. · Procure a memória da água nos nomes Arroios, Regueirão, Fontainhas e Charca; o asfalto não apagou o vocabulário. · Repare nos temas dos nomes das ruas no Bairro Andrade, Bairro de Inglaterra, Bairro dos Açores e Bairro das Novas Nações. · Entre no Mercado de Arroios e observe a convivência entre comércio de proximidade e os usos quotidianos de uma freguesia diversa. · Suba das zonas mais baixas para as encostas e note como a forma do vale organiza ruas, vistas e ritmos. · Compare os largos e ruas mais estreitas com o traçado amplo da avenida, percebendo como cada escala orienta o movimento pela cidade.

EDITORIAL

Curiosidades de Arroios

Sabias que?
Regras aplicáveis
  1. É uma atividade válida de corrida ou caminhada.
  2. Foi iniciada depois da inscrição no The 24 Club.
  3. Começa e termina dentro dos limites oficiais da mesma freguesia.
  4. Tem pelo menos 5 quilómetros de distância total.
  5. Inclui pelo menos 1 quilómetro percorrido dentro dos limites da freguesia.
  6. Possui dados GPS válidos.
  7. Cumpre os critérios técnicos e de integridade.
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