LISBOA PARA DESCOBRIR · 17 / 24

Olivais

Nos Olivais, a Lisboa rural, o urbanismo moderno e a infraestrutura aeroportuária encontram-se no mesmo mapa. Entre o núcleo de Olivais Velho, antigas quintas, blocos implantados entre zonas verdes, grandes avenidas e o Aeroporto Humberto Delgado, a freguesia revela camadas muito diferentes de cidade.

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História

As terras dos Olivais pertenciam ao termo de Lisboa e foram doadas à cidade por D. João I, em 1385. A paróquia de Santa Maria dos Olivais nasceu em 1397. À sua igreja matriz liga-se uma tradição local: uma imagem da Virgem teria surgido no tronco oco de uma oliveira, alegadamente guardado como relíquia durante cerca de 300 anos.

A partir do século XVI, Olivais Velho foi-se organizando em redor da igreja e na direção do rio, num território de agricultores, cereais, fruta, vinho, azeite e criação de gado. Mais tarde chegaram quintas e casas de campo de famílias nobres, ligadas por azinhagas. O terramoto de 1755 fez ruir a igreja matriz, mas o cruzeiro permaneceu de pé e o templo foi reconstruído.

Em 1852, os Olivais deram nome a um concelho de 22 freguesias, então considerado o maior do país. A sede administrativa, porém, nunca se fixou efetivamente aqui; a escala e a diversidade do território ajudaram a explicar a sua extinção em 1886. A ferrovia para o Carregado e, mais tarde, o Aeroporto de Lisboa alteraram profundamente a zona oriental.

A grande mudança do século XX chegou com os estudos para Olivais Norte e Olivais Sul, iniciados em 1955. O desenho moderno afastou-se da rua e do quarteirão contínuos, valorizando sol, topografia, percursos pedonais e espaços verdes. O Parque do Vale do Silêncio, previsto nesse plano, conserva a ideia de parque estruturante. A Quinta Pedagógica dos Olivais mantém visível a memória agrícola, enquanto as transformações habitacionais das últimas décadas acrescentaram novas camadas à freguesia.

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Pontos de referência

  1. 01Centro Histórico dos Olivais
  2. 02Igreja de Santa Maria dos Olivais
  3. 03Praça da Viscondessa dos Olivais
  4. 04Calçadinha dos Olivais
  5. 05Quinta do Contador-Mor
  6. 06Biblioteca Municipal dos Olivais
  7. 07Quinta Pedagógica dos Olivais
  8. 08Olivais Norte
  9. 09Olivais Sul
  10. 10Parque do Vale do Silêncio
  11. 11Mercado dos Olivais Sul
  12. 12Aeroporto Humberto Delgado
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Sugestões para explorar

  • Percorra Olivais Velho e repare na escala mais compacta das ruas em redor da Igreja de Santa Maria dos Olivais.
  • Observe a igreja matriz e recorde que o edifício foi reconstruído após o terramoto de 1755; a narrativa da oliveira pertence à tradição local.
  • Compare as frentes de rua do núcleo antigo com a implantação mais solta dos blocos em Olivais Norte e Olivais Sul.
  • Atravesse o Parque do Vale do Silêncio e observe como o espaço verde faz parte do desenho urbano previsto para os novos bairros.
  • Procure os sinais das antigas quintas, incluindo a Quinta do Contador-Mor, hoje associada à Biblioteca Municipal dos Olivais.
  • Passe pela Quinta Pedagógica dos Olivais para ligar a paisagem urbana atual à memória agrícola da freguesia.
  • Em Olivais Sul, repare nas mudanças entre grupos residenciais e espaços de proximidade, sem assumir que todas as soluções urbanas são iguais.
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Fontes editoriais

Conteúdo revisto com base nas fontes indicadas.

  1. Câmara Municipal de Lisboa — Junta de Freguesia de Olivais ↗
  2. Câmara Municipal de Lisboa — Parque do Vale do Silêncio ↗
  3. Arquivo Municipal de Lisboa — Cadernos do Arquivo Municipal ↗
  4. Arquivo Municipal de Lisboa — Cadernos ↗
  5. Câmara Municipal de Lisboa — PER: Norte Oriental ↗