Antes de ser a atual freguesia, este território juntava zonas de carácter muito distinto: áreas ribeirinhas ligadas aos ofícios do rio, como Santos-o-Velho e Madragoa, e encostas que conservaram durante muito tempo um perfil mais rural. O nome Estrela já existia desde o Convento de Nossa Senhora da Estrela, fundado em 1572; mais tarde, a construção da Basílica, iniciada no final do século XVIII por voto de D. Maria I, alterou profundamente o antigo Casal da Estrela e deu uma nova escala à zona. Também as Necessidades, São Bento e Prazeres mostram como os antigos espaços religiosos foram sendo transformados. O Palácio das Necessidades e a sua Tapada remontam ao século XVIII; o Mosteiro de São Bento da Saúde passou a receber as Cortes em 1834 e tornou-se sede do Parlamento. Em 1833, a epidemia de cólera levou à criação do Cemitério dos Prazeres, que passou para gestão municipal dois anos depois. O Jardim Guerra Junqueiro, inicialmente Passeio da Estrela, abriu em 1852 com um desenho paisagista de influência inglesa, feito de curvas, lagos, grutas artificiais e coreto. Na Madragoa, o Convento das Bernardas foi reconstruído após o terramoto de 1755 e conheceu usos tão diversos como habitação, colégio, teatro, cinema, mercearia, armazém e serralharia; hoje acolhe, entre outros espaços, o Museu da Marioneta. A atual freguesia foi criada pela reorganização administrativa estabelecida pela Lei n.º 56/2012, reunindo as antigas freguesias da Lapa, Prazeres e Santos-o-Velho. As suas inclinações continuam a ligar estas histórias: do rio às encostas, dos antigos conventos aos edifícios que lhes deram novas funções.
Estrela
A freguesia da Estrela sobe da frente ribeirinha de Santos-o-Velho e Madragoa até às ruas da Lapa, ao Largo da Estrela e aos Prazeres. Entre escadarias, calçadas e mudanças de cota, a cúpula da Basílica, os caminhos do Jardim Guerra Junqueiro e a presença de antigos conventos ajudam a ler uma Lisboa feita de sucessivas camadas.
Fonte cartográfica · Câmara Municipal de Lisboa — abre num novo separador · 22.07.2026
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A Basílica da Estrela é a grande referência visual da zona, mas não deu origem ao nome. A designação vinha já do Convento de Nossa Senhora da Estrela, fundado em 1572. A construção da Basílica começou mais de dois séculos depois, no final do século XVIII. A cúpula ficou com quase toda a fama, mas o nome já lá estava muito antes de dominar o horizonte de quem atravessa a freguesia.
Basílica da Estrela · Jardim Guerra Junqueiro — Jardim da Estrela · Largo da Estrela · Calçada da Estrela · Palácio de São Bento — Assembleia da República · Cemitério dos Prazeres · Tapada das Necessidades · Convento das Bernardas · Museu da Marioneta · Madragoa · Santos-o-Velho
Subir da Madragoa até ao Largo da Estrela e reparar como a mudança de cota muda a leitura das ruas. · Contornar a Basílica da Estrela e procurar a cúpula a partir de diferentes pontos da freguesia. · Percorrer os caminhos sinuosos do Jardim Guerra Junqueiro e observar os lagos, as grutas artificiais e o coreto. · Passar pelo Convento das Bernardas e lembrar as várias funções que o edifício teve depois da extinção das ordens religiosas. · Comparar a presença monumental do Palácio de São Bento com os elementos que ainda remetem para a sua origem monástica. · Seguir pela Calçada da Estrela em direcção aos Prazeres e procurar a origem religiosa do nome do cemitério. · Explorar os caminhos e as estruturas históricas da Tapada das Necessidades. · Observar, nas ruas da Madragoa e de Santos-o-Velho, a ligação histórica destes lugares às actividades ribeirinhas.
Curiosidades de Estrela
- É uma atividade válida de corrida ou caminhada.
- Foi iniciada depois da inscrição no The 24 Club.
- Começa e termina dentro dos limites oficiais da mesma freguesia.
- Tem pelo menos 5 quilómetros de distância total.
- Inclui pelo menos 1 quilómetro percorrido dentro dos limites da freguesia.
- Possui dados GPS válidos.
- Cumpre os critérios técnicos e de integridade.