Já no século XV existia uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Ajuda, e a Paróquia da Ajuda iniciou-se em 1587. Antes de 1755, parte deste território era formada por campos, pomares e terrenos de cultivo. O terramoto alterou profundamente a relação da Ajuda com Lisboa e, décadas mais tarde, a Igreja da Memória começou a ser construída, em 1760, para recordar o atentado contra D. José I, ocorrido em 1758. Também conhecida como Igreja de Nossa Senhora do Livramento e de São José, recebeu os restos mortais do Marquês de Pombal em 1923. O atual Palácio Nacional da Ajuda, edifício neoclássico da primeira metade do século XIX, tornou-se residência oficial da família real durante o reinado de D. Luís I e foi usado continuamente até ao fim da Monarquia, em 1910. Várias salas conservam a disposição e a decoração definidas na segunda metade do século XIX. A história administrativa também mudou: em 1852, a freguesia passou para o então concelho de Belém; com a extinção desse concelho, em 1885, regressou a Lisboa. Os limites voltaram a ser alterados com a criação da freguesia de São Francisco Xavier, em 1959. Entre 1940 e 1945, surgiu o Bairro do Caramão da Ajuda, bairro social de traçado urbano tradicional.
Ajuda
A Ajuda revela-se por contrastes de escala: ruas residenciais, a longa Calçada da Ajuda e equipamentos instalados na encosta convivem no mesmo território. No Jardim Botânico da Ajuda, dois tabuleiros organizam coleção botânica e jardim ornamental; na Tapada da Ajuda, agricultura, áreas florestais, património e ensino mantêm uma presença pouco habitual dentro da cidade. Entre ambos, o Observatório Astronómico de Lisboa recorda que esta freguesia também participa na medição do tempo: é ali que se mantém e fornece a Hora Legal Portuguesa.
Fonte cartográfica · Câmara Municipal de Lisboa — abre num novo separador · 22.07.2026
Explorar as 24 freguesias em lista
Depois do terramoto de 1755, a família real deixou a zona baixa e instalou-se no Alto da Ajuda, procurando um local menos afetado e afastado do risco de inundação. Para a acolher foi construída a Real Barraca, também chamada Paço de Madeira. O nome pode sugerir uma solução provisória e apertada, mas a realidade era bem mais composta: tratava-se de um complexo palaciano, com aposentos para o rei, a rainha e os infantes, áreas para funcionários, salas de receção e capela. A estrutura de madeira respondia ao receio de novos sismos. Ou seja, uma barraca real era, na prática, uma residência de corte com ambições muito pouco modestas. O edifício acabou por ser totalmente destruído, não por um novo terramoto, mas por um incêndio em 1794.
Palácio Nacional da Ajuda · Jardim Botânico da Ajuda · Tapada da Ajuda · Instituto Superior de Agronomia · Observatório Astronómico de Lisboa · Pavilhão de Exposições da Tapada da Ajuda · Igreja da Memória · Calçada da Ajuda
Comparar a escala monumental do Palácio Nacional da Ajuda com as ruas residenciais envolventes. · Imaginar o contraste entre o atual palácio de pedra e a antiga Real Barraca, construída em madeira. · Observar os dois níveis, a geometria, as fontes e as escadarias do Jardim Botânico da Ajuda. · Reparar nos edifícios revestidos a azulejo ao longo da Calçada da Ajuda. · Identificar no Pavilhão de Exposições da Tapada da Ajuda a utilização de ferro e vidro própria da arquitetura do século XIX. · Observar como a Tapada da Ajuda reúne terrenos agrícolas, jardins, áreas florestais e edifícios científicos dentro da cidade. · Procurar a cúpula da Igreja da Memória e relacionar o seu nome com o acontecimento histórico que lhe deu origem.
Curiosidades de Ajuda
- É uma atividade válida de corrida ou caminhada.
- Foi iniciada depois da inscrição no The 24 Club.
- Começa e termina dentro dos limites oficiais da mesma freguesia.
- Tem pelo menos 5 quilómetros de distância total.
- Inclui pelo menos 1 quilómetro percorrido dentro dos limites da freguesia.
- Possui dados GPS válidos.
- Cumpre os critérios técnicos e de integridade.